(dirigidas aos mais devotos cristãos)
O que é que
podemos fazer
com um cocktail
de deus amarelo
e macaco azul
servido por um
homem-croissant?
O nome do cocktail
é medium 4(for/para).
2° questão:
para quem?
Terceira q:
quem estaria interessado
num deus miúdo
que partilha
com o último
dos últimos infortunados
uma lâmpada mágica verde
que outrora pertencera
a um fascista
de mil tigelas chamado
cão que ladra
depois de morder?
Que um deus maior
a sua alma arranhe!
Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007
Aviso
atenção:
isto nao é uma lista de cosméticos
e nem nunca será o circo eterno
das jaulas pomposas
nao é nada que comece em "Mc"
nunca vos disse que se tratava
de um jogo de línguas
em céu de boca crucificadas
ou de um monopólio apologista
das batatas fritas e maionese company
isto nao é o Superman
nunca se tratará de um retrovisor embriagado
ou tão pouco de algo que se pareça
com a ausência de um deus gozando
em banco traseiro
que nunca vos passe pelos cornos
a ideia física da estupidez
isto nao é uma lista de cosméticos
e nem nunca será o circo eterno
das jaulas pomposas
nao é nada que comece em "Mc"
nunca vos disse que se tratava
de um jogo de línguas
em céu de boca crucificadas
ou de um monopólio apologista
das batatas fritas e maionese company
isto nao é o Superman
nunca se tratará de um retrovisor embriagado
ou tão pouco de algo que se pareça
com a ausência de um deus gozando
em banco traseiro
que nunca vos passe pelos cornos
a ideia física da estupidez
Poema da Decadência
Era suposto o sol brilhar
cristalizar um raio de mar
e delinear as sombras citadinas.
Era suposto alguém acordar com o som da luz
e simplesmente sonhar.
Sonhar verdadeiramente.
Era suposto ouvir o canto dos pequenos pássaros
contraponteando os indefinidos
e arrítmicos sons da colmeia salgada.
Deixar um rasto
por entre o calhau aquecido
e sentir nos lábios
uma suave vibração atlântica.
Escrever algo na areia
e poder lê-lo.
E esperar horas e horas para que uma onda
apenas uma
o primeiro lençol de espuma
desperto pela tardia curiosidade marítima
o acaricie.
Esperar que a leveza escultora
dessas amenas águas cercantes
lhe feche as pálpebras
num solene e contínuo gesto de natureza
- um gesto de realidade.
Uma demonstração metafórica
de que tudo começa e desvanece
no caótico mundo do sub-consciente.
E que um dia mais tarde se recicla
num autêntico acto de criação.
No fundo
um daqueles inexplicáveis feed-backs.
Era suposto tudo isto e muito mais.
Muito mais que a primeira espreitadela do pulular matinal.
E muito mais que o vaguear na penumbra do naufrágio solar.
Mas a escuridão asficiava-me
lentamente
como uma tampa de um caixão
que sobre nós se fecha
deixando-nos com as últimas imagens iluminadas
- os acenos de quem por cima fica.
E respira!
cristalizar um raio de mar
e delinear as sombras citadinas.
Era suposto alguém acordar com o som da luz
e simplesmente sonhar.
Sonhar verdadeiramente.
Era suposto ouvir o canto dos pequenos pássaros
contraponteando os indefinidos
e arrítmicos sons da colmeia salgada.
Deixar um rasto
por entre o calhau aquecido
e sentir nos lábios
uma suave vibração atlântica.
Escrever algo na areia
e poder lê-lo.
E esperar horas e horas para que uma onda
apenas uma
o primeiro lençol de espuma
desperto pela tardia curiosidade marítima
o acaricie.
Esperar que a leveza escultora
dessas amenas águas cercantes
lhe feche as pálpebras
num solene e contínuo gesto de natureza
- um gesto de realidade.
Uma demonstração metafórica
de que tudo começa e desvanece
no caótico mundo do sub-consciente.
E que um dia mais tarde se recicla
num autêntico acto de criação.
No fundo
um daqueles inexplicáveis feed-backs.
Era suposto tudo isto e muito mais.
Muito mais que a primeira espreitadela do pulular matinal.
E muito mais que o vaguear na penumbra do naufrágio solar.
Mas a escuridão asficiava-me
lentamente
como uma tampa de um caixão
que sobre nós se fecha
deixando-nos com as últimas imagens iluminadas
- os acenos de quem por cima fica.
E respira!
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